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Fundamentos Bíblicos Da Relação Do Cristão Com O DinheiroExemplo

Fundamentos Bíblicos Da Relação Do Cristão Com O Dinheiro

DIA 10 DE 10

A Generosidade como Culto a Deus

De onde vem a alegria de Paulo pela oferta recebida, se não é apenas pelo dinheiro em si?

Paulo se alegra porque experimenta o cuidado de Deus através daqueles irmãos, ao ter suas necessidades supridas:

  • “Mandastes o bastante para as minhas necessidades” (16)
  • “Estou suprido” (18)

A alegria de Paulo também vem do gesto de amor daqueles irmãos e do cuidado de Deus por meio daquela oferta. Além disso, ele sabia que esse gesto de amor produziria frutos de generosidade na vida daqueles irmãos:

  • “Frutos que aumentem o vosso crédito”

A oferta sincera daqueles irmãos não era apenas uma doação financeira para Paulo, mas algo entregue como aroma suave, um sacrifício aceitável e aprazível a Deus. Algo que pode ser comparado ao louvor a Deus, como vemos em outros textos; algo comparado ao culto. Paulo está falando aqui de contribuição financeira, mas ele usa termos próprios de um culto a Deus:

  • Algo entregue como “Aroma suave”
  • “Como sacrifício aceitável e aprazível a Deus”

Interessante isso: uma oferta realizada com generosidade é um culto a Deus. As ofertas são colocadas em pé de igualdade, na lista de ações de graças, com o louvor, por exemplo. Em outras palavras, eles não estavam apenas entregando uma doação financeira, mas realizando um tipo de ação de graças em gratidão e culto a Deus.

Paulo se alegra por ter suas necessidades supridas, por experimentar o cuidado de Deus através daqueles irmãos e por saber que aquele gesto dos filipenses (entregue não apenas para Paulo, mas em adoração a Deus) produziria um resultado na vida daqueles irmãos:

  • “Não que eu procure o donativo, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente o vosso crédito” (17)

Paulo não está preocupado com o donativo. Ele não está preocupado com o dinheiro, mas com “o fruto que aumentaria o crédito daqueles irmãos”. E fruto, aqui, tem a ver com resultado. Paulo se alegra porque pensa no resultado da ação dos filipenses, nos frutos que aquela ação produziria. Ele sabia que a ação generosa realizada como uma oferta a Deus (como um culto) produziria resultados na vida deles.

E qual seria o resultado? “Que aumente o vosso crédito”. O resultado é que o crédito deles aumentaria. E que crédito é esse?

Aqui, Paulo está o tempo todo falando de dinheiro. Mas então, pelo fato de terem dado essa oferta, o crédito deles aumentaria e eles receberiam mais dinheiro? Será que é isso o que Paulo está querendo dizer?

Bom, numa primeira leitura, poderíamos chegar a essa conclusão, principalmente pelo uso da palavra traduzida como “que aumenta”... O “fruto que aumenta” (pleonazo). Essa palavra, usada em termos comerciais, traz um sentido de rendimento. De fato, as ofertas que os irmãos entregavam eram uma espécie de rendimento, que rendia juros, por assim dizer.

Mas lembre-se de que Paulo está falando de dinheiro em outro nível (um nível acima). A palavra traduzida para “crédito” (“o fruto que aumente o vosso crédito”) é “LÓGON”; PALAVRA. Uma leitura mais literal seria: “Eu busco o fruto que aumenta para a vossa palavra”. Esse crédito que estava aumentando, conforme contribuíam, era a PALAVRA.

Como assim?

Para entendermos melhor o significado dessa PALAVRA, precisamos olhar para o contexto imediato. E esse mesmo LOGON, essa mesma PALAVRA (traduzida como CRÉDITO aqui), aparece no versículo 15, junto com outra palavra: “dosews” – DÁDIVA. A ARA traduziu para “DAR” - (“DAR e receber” – v. 15). O que foi traduzido para DAR, na verdade, são duas palavras no texto original: “logon dosews” – PALAVRA DE DÁDIVA.

Qual é o crédito? A PALAVRA. Ela aparece no versículo 15 junto com outro vocábulo que significa DÁDIVA.

Pode parecer um tanto confuso, mas basicamente o que Paulo está dizendo é que o dinheiro ofertado era um investimento. O que eles estavam ofertando seria multiplicado, e eles receberiam de volta.

O que seria creditado em sua conta? O dinheiro? Não, mas a mesma palavra de dádiva, o mesmo gesto de dádiva que estavam entregando. A ideia é que Deus retribuiria essa dádiva que eles estavam oferecendo.

Deus pode retribuir com dinheiro? Até pode ser, porque Paulo fala com confiança, no versículo 19, que o Deus, que é rico em glória, supriria TODAS as necessidades deles. Mas, sem dúvida, é muito mais do que dinheiro. São dádivas celestiais, tesouros celestiais que a traça e a ferrugem não destroem.

Muito mais do que se alegrar pelo fato de sair da pobreza, Paulo se alegra com o resultado que a generosidade dos filipenses produziria em suas vidas: frutos de generosidade. As ações dos filipenses eram um tipo de investimento, rendendo como uma poupança. Paulo usa essa metáfora do mundo dos negócios. E os filipenses, mediante suas contribuições, tinham “aberto uma conta”. O crédito deles estava aumentando. Esse investimento terreno renderia dividendos celestiais.

Isso significa que quem oferta na igreja nunca vai ser pobre? Não, o próprio Paulo diz aqui que viveu situações de pobreza. Mas existe a garantia de que a nossa generosidade sincera é recompensada com dádivas celestiais. E a confiança de que Deus retribui suprindo todas as necessidades desse doador (19), pois Deus é dono de toda riqueza.

Esse é um texto que tememos abordar por conta da falsa teologia da prosperidade. Mas existe uma espécie de lei da semeadura aqui. Se o seu coração não está no dinheiro, Deus não tem problema em retribuir frutos da sua generosidade.

Agora, esse texto está dizendo que você tem que dar para receber, como dizem os pregadores da prosperidade? Não! Se você entrega uma oferta como moeda de troca para tentar comprar o favor de Deus, ainda não entendeu nada sobre a verdadeira generosidade e não tem garantia nenhuma de que Deus vai lhe entregar 10, 20 ou 50 vezes mais, como dizem por aí.

Mas esse texto ensina que, quando você dá uma oferta como ação de graças a Deus, não a oferta em si, mas o gesto de louvor produz fruto que aumenta o seu crédito. Deus retribui com dádivas celestiais e supre nossas necessidades.

Ou, como ouvi certa vez de um pastor e nunca mais esqueci: “Deus dá semente a quem semeia”.

As Escrituras

Sobre este Plano

Fundamentos Bíblicos Da Relação Do Cristão Com O Dinheiro

Nossa relação com o dinheiro pode gerar conflitos constantes, especialmente em uma sociedade movida pelo consumismo, que associa felicidade à aquisição de bens e status. As Escrituras nos revelam que o coração é a verdadeira raiz dos problemas financeiros. Por isso, é essencial refletir biblicamente sobre os objetivos do dinheiro na vida cristã, bem como sobre os perigos envolvidos nessa relação.

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Gostaríamos de agradecer ao Danilo Paixão por fornecer este plano. Para mais informações, visite: www.instagram.com/danilo.paixao_