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Fundamentos Bíblicos Da Relação Do Cristão Com O DinheiroExemplo

Fundamentos Bíblicos Da Relação Do Cristão Com O Dinheiro

DIA 2 DE 10

Duas maneiras distintas de relacionar o dinheiro com a fé cristã: a partir da doutrina de Cristo ou como os ímpios (apóstatas)

O assunto principal desses versículos é o dinheiro e a relação do cristão com as riquezas. Mas Paulo inicia o assunto descrevendo as características de alguns homens caídos, cuja mente é pervertida e que são privados da verdade.

É bem possível que Paulo esteja se referindo aqui não apenas aos de fora, aos homens caídos que estão no mundo, mas sim aos homens caídos de dentro - os apóstatas da própria igreja de Éfeso. Isso porque o problema da igreja de Éfeso passava necessariamente pela liderança. Por isso, vemos o grande objetivo eclesiológico da carta, relacionado com o governo da igreja.

Muito possivelmente esses homens eram líderes na igreja, talvez até mesmo presbíteros. E o tempo todo nós percebemos uma relação entre a liderança corrompida daquela igreja de Éfeso e os valores da cultura greco-romana. Valores como as riquezas, o poder, a sabedoria e a eloquência da filosofia grega. Uma liderança intimamente ligada ao status, às riquezas. Uma liderança centrada na proeminência, no dinheiro, no status, no mero valor retórico. E essa relação entre a liderança e os valores da cultura grega fica evidente ao longo da carta.

Aqui, mais uma vez, Paulo está falando sobre a incapacidade desses líderes, embebidos de cosmovisão grega, e a relação disso com a vida de piedade. Piedade que, no original, é eusebian – boa "adoração" (uma vida de "adoração"). Isso fica mais evidente no contraste que Paulo faz mais à frente, no versículo 11: “Tu, porém, foge destas coisas; antes, segue a PIEDADE.” Percebe isso? O texto nos mostra a relação entre as características da liderança e a vida de "adoração"; uma vida de piedade.

E Paulo descreve as características desses possíveis líderes, que não eram piedosos, apesar de terem muitos dos requisitos que hoje chamaríamos de “celebridade” — pelo poder de oratória, saber filosófico, riquezas, status etc. Essas influências da liderança de cosmovisão grega ficam claras no próprio texto, quando ele fala aqui sobre “mania por questões e contendas”, como alguém que vive como se estivesse numa disputa de oratória. E ele contrasta com a postura que Timóteo deveria ter, no versículo 11: “Tu, porém, tenha uma postura de constância e mansidão.”

Percebe isso no texto? Essa influência de uma liderança embebida de cosmovisão grega? Eles poderiam exercer grande influência, mas eram desqualificados para o serviço da igreja de Deus.

Paulo descreve várias características desses falsos líderes, que não ensinavam nem viviam segundo as palavras de Cristo, que são segundo a piedade. E a citação que Paulo faz dessas características visa chegar ao grande assunto da passagem: “SUPONDO QUE A PIEDADE É FONTE DE LUCRO”.

De uma forma mais objetiva, nesses versículos de 3 a 5, é como se Paulo estivesse nos mostrando duas maneiras diferentes de se relacionar com a riqueza. Ou lidamos com essas questões envolvendo finanças, dinheiro e riqueza de uma maneira bíblica, segundo o evangelho de Cristo e a piedade, ou então de uma maneira caída, corrompida pelo pecado.

Aqui Paulo está contrastando o evangelho de Cristo, como fundamento da nossa relação com o dinheiro, com a visão corrompida que os apóstatas tinham sobre a relação com o dinheiro.

E isso tem tudo a ver conosco hoje. Justamente porque o mesmo evangelho (“as palavras de Jesus”), que era o fundamento para Timóteo estabelecer sua relação com o dinheiro, continua sendo o mesmo evangelho que fundamenta a nossa relação com o dinheiro. A mesma visão corrompida dos apóstatas do primeiro século continua sendo oferecida hoje, tentando-nos a enxergar a fé como uma fonte de lucro, de enriquecimento pessoal.

É extremamente desprezível o que muitos charlatões da fé fazem hoje, usando a fé por torpe ganância e enriquecimento pessoal. É absolutamente repugnante a chamada “teologia” da prosperidade, que visa usar Deus, a igreja e a fé para ganhos pessoais. Muitos têm mercadejado a fé para enriquecimento pessoal.
E, além desses líderes profissionais do mercado da fé, muitos falsos cristãos fazem o mesmo. Quando “buscam a Deus” apenas para receber algum benefício pessoal. A sua relação com Deus não é por meio da cruz, do evangelho de Cristo, mas apenas uma relação comercial. Buscam a Deus apenas quando querem receber algo em troca e, quando recebem, simplesmente se esquecem que Deus existe.

Mas, de acordo com esse texto, ou o nosso relacionamento com o dinheiro é determinado pelo evangelho de Cristo, ou então seremos como esses apóstatas, mercadejando a fé cristã.

As Escrituras

Sobre este Plano

Fundamentos Bíblicos Da Relação Do Cristão Com O Dinheiro

Nossa relação com o dinheiro pode gerar conflitos constantes, especialmente em uma sociedade movida pelo consumismo, que associa felicidade à aquisição de bens e status. As Escrituras nos revelam que o coração é a verdadeira raiz dos problemas financeiros. Por isso, é essencial refletir biblicamente sobre os objetivos do dinheiro na vida cristã, bem como sobre os perigos envolvidos nessa relação.

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Gostaríamos de agradecer ao Danilo Paixão por fornecer este plano. Para mais informações, visite: www.instagram.com/danilo.paixao_