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Fundamentos Bíblicos Da Relação Do Cristão Com O Dinheiro

DIA 5 DE 10

CAI: Controle, Amor e Ilusão — A Trindade do Falso Deus Dinheiro

Uma boa maneira de organizar todos os perigos da relação com o dinheiro, seria pensar que todos eles consistem no engano de um falso deus que deseja avidamente cativar os nossos corações. Todos os alertas da Palavra de Deus partem do princípio de que o problema sempre está localizado no coração. Esse entendimento nos ajuda a observar que muitos desses alertas possuem motivações comuns do coração corrompido. Podemos organizá-las da seguinte forma: CAI – controle, amor e ilusão.

Controle

Temos parâmetros experienciais para afirmar que existe uma relação entre o dinheiro e o poder. Nós vemos na própria sociedade que os ricos normalmente saem impunes, pelo cargo que ocupam ou pela capacidade de pagar os melhores advogados. Os ricos normalmente ocupam os lugares mais privilegiados, estão mais próximos e sempre flertando com posições de poder. O dinheiro pode comprar mais segurança e mantê-los mais protegidos. Essa segurança não se dá apenas em termos de violência, por morar nos lugares mais seguros e poder andar de carro blindado, mas especialmente em relação as possíveis oscilações do mercado. Os ricos estão financeiramente mais seguros em relação ao futuro, pois possuem um maior patrimônio. Além disso, a expectativa de vida e a tranquilidade em relação a sua saúde no futuro é muito maior e mais garantida, pelo acesso às melhores estruturas hospitalares e pela possibilidade dos melhores tratamentos médicos.

A posse do dinheiro nos dá a pretensa ideia de que temos o controle em nossas mãos. Mas ao pensar e agir dessa forma, automaticamente negamos a providência soberana de Deus. No final das contas não desejamos o dinheiro apenas pelos seus benefícios, mas porque desejamos poder que nos permite estar no controle. Entretanto, as centenas de exemplos nas Escritura nos dizem o quão falacioso é esse argumento. Apesar da pretensa sensação de controle proporcionada pela posse das riquezas, quem é o homem capaz de controlar a sua própria vida? “Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12.20)

Amor

A chamada regra de ouro das Escrituras: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” restringe o chamado para amar a uma esfera pessoal. O amor ao dinheiro é veementemente condenado pelas Escrituras, justamente porque nos faz olhar para o dinheiro como um objeto pessoal, como algo digno do nosso amor e capaz de nos satisfazer existencialmente. O dinheiro visto de maneira pessoal nos leva a buscar o nosso valor, propósito e identidade nas riquezas, como fonte existencial. Além disso, restringe a nossa relação apenas entre nós e o dinheiro, nos fazendo esquecer quem é o nosso Doador.

Ao fazer do dinheiro um ser pessoal, automaticamente se exclui o verdadeiro ser pessoal por trás do dinheiro, de quem vem aqueles recursos e para quem retribuímos em gratidão e louvor. Amar o dinheiro é construir um deus falso, um algoz que jamais será capaz de nos satisfazer existencialmente; além de roubar de nós o relacionamento e o reconhecimento daquele que é o único capaz de nos fazer completos e satisfeitos.

Ilusão

Além da pretensa sensação de estar no controle e da relação pessoal com o dinheiro, outra fonte de tentação é a ilusão. A ilusão está associada com a falsa esperança proporcionada pelo dinheiro. A nossa relação com o dinheiro não é vista apenas como uma forma de ter o controle, nos causando a sensação de sermos deuses, ou mesmo como um ser pessoal capaz de nos satisfazer, mas também passa a ser visto como o nosso télos, o nosso céu, a nossa grande linha de chegada onde depositamos a nossa esperança. Apesar de estar diretamente relacionada com a ideia de controle e de relação pessoal, a ilusão aponta para a expectativa associada ao dinheiro.

Assim como o senso comum de que os problemas deixarão de existir se alguém ganhar na Mega-Sena, a posse do dinheiro carrega em muitos a expectativa de que ele é a grande solução para todos os nossos problemas.Entretanto, tal expectativa é totalmente falaciosa. Possuir dinheiro nunca poderá ser a solução de todos os nossos problemas, porque ele é um falso deus e não pode evitar que problemas aconteçam. Além do fato de que nem todos os problemas podem ser solucionados pelo dinheiro. Dinheiro não muda o coração de um filho ou cônjuge descrentes. Dinheiro não tem poder para levar alguém ao arrependimento. Dinheiro não tem poder para curar, evitar a morte ou fazer alguém se levantar do sepulcro.

Sobre este Plano

Fundamentos Bíblicos Da Relação Do Cristão Com O Dinheiro

Nossa relação com o dinheiro pode gerar conflitos constantes, especialmente em uma sociedade movida pelo consumismo, que associa felicidade à aquisição de bens e status. As Escrituras nos revelam que o coração é a verdadeira raiz dos problemas financeiros. Por isso, é essencial refletir biblicamente sobre os objetivos do dinheiro na vida cristã, bem como sobre os perigos envolvidos nessa relação.

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Gostaríamos de agradecer ao Danilo Paixão por fornecer este plano. Para mais informações, visite: www.instagram.com/danilo.paixao_