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Eu Creio

DIA 5 DE 8

Eu Creio - A Oração Sacerdotal

O momento descrito ocorre logo após a última Ceia. Os discípulos estão todos reunidos com Cristo, exceto Judas, e as palavras de Jesus assumem um tom de despedida. O Senhor abre o Seu coração e fala sobre o sofrimento que se aproxima. Que angústia deveria rasgar o peito do Salvador! Sua hora estava chegando, e Ele tinha plena consciência disso. E, como de costume, o Senhor se pôs a orar.

Phillip Melanchthon, ao analisar os versos de João 17, afirma: “Nenhuma voz já se ouviu na terra, ou no céu, com maior arrebatamento, nem mais santa, mais frutífera, mais sublime, do que a do próprio Filho de Deus nesta oração”.

É com essa mesma reverência que nos aproximamos desse texto. Que privilégio é poder ler e estudar uma oração feita pelo próprio Deus Filho. O que Ele pediu? Como pediu? Qual foi o resultado dessa oração? Creio que podemos extrair isso — e muito mais — do texto escolhido.

A maioria dos comentaristas bíblicos divide essa oração em três partes: a primeira vai do verso 1 ao 5, onde Jesus ora por Si mesmo; a segunda abrange os versículos 6 a 19, que mostra que o Senhor ora por seus discípulos; e a terceira que vai do verso 20 ao 26, na qual Jesus ora por Sua Igreja. Tomando por base essa divisão, permitamos que o texto fale ao nosso coração, ensinando-nos lições profundas e edificantes.

Em primeiro lugar, Jesus pede por Si ao Pai (vv. 1-5):“Glorifica ao Teu Filho”.

O que isso significa? Estaria Jesus pedindo glórias e honras ao Pai? Absolutamente, não. D. A. Carson, em seu comentário, diz: “O fato de Jesus orar para que o Pai glorifique o Filho é, portanto, também uma comovente expressão de sua própria disposição de obedecer ao Pai até a morte”. Jesus não está pedindo que o Pai o glorifique diante dos homens, mas sim junto a Deus. E com qual objetivo? “Para que o Filho te glorifique a Ti”. A obra do Filho glorifica ao Pai em todo o seu esplendor. O alvo de Jesus é a glória de Deus, e Ele quer que isso aconteça, não importa quanto sofrimento irá suportar. Louvado seja o Seu Nome.

Em segundo lugar, Jesus pede pelos Seus discípulos (vv. 6-19):“É por eles que eu rogo”. Com isso, Ele não está excluindo o mundo de suas orações. O que está acontecendo aqui é que a oração de Jesus neste momento é específica. O próprio Lutero comenta a respeito desse texto quando, em sua época, pessoas mal-intencionadas queriam ensinar aos outros que era errado orar pelo mundo: “Como podemos reconciliar isto com o ensino de Cristo em Mt 5.44, onde nos é ensinado a orar até pelos nossos inimigos?”. Jesus estava orando intensamente pelos seus discípulos e a palavra que Ele mais usa neste trecho é “guarda-os”. O termo grego é tereo, que significa literalmente “mantenha-os do jeito que estão agora”, ou seja, preserve-os. E o que Jesus queria que fosse preservado?

1) “Para que eles sejam um” (v. 11);

2) “Não para serem tirados do mundo, mas livres do mal” (v. 15); e

3) “Eu os envio ao mundo” (v. 18). Bendito seja o Senhor.

Em terceiro lugar, Jesus ora pela Sua Igreja (vv. 20-26): “Oro por aqueles que vierem a crer em Mim”. F. F. Bruce, em seu comentário, diz: “Em resultado do envio deles ao mundo com a mensagem da vida, outros crerão em Jesus através do testemunho deles”. A oração de Jesus nos alcança de forma gloriosa. Devemos aqui destacar claramente que a principal preocupação de Jesus é com relação à nossa Unidade. Apenas quando estivermos unidos o mundo crerá que Deus enviou Jesus Cristo como Salvador de nossas vidas. Existe uma ligação muito forte entre a Unidade da Igreja e o avanço do Reino de Deus. Mc 3.25 diz: “Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir”. Não há como crer em missões sem viver em unidade.

Concluímos aqui este pequeno editorial, com o coração extremamente grato ao Senhor, nosso Deus. Jesus continua orando por cada um de nós, com os mesmos objetivos e palavras da Sua oração revelada em João 17. Deus te abençoe. Amém.

“Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.34).

“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 Jo 2.1).

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Questões para edificação:

1. Por que Jesus ora por Si mesmo (vv. 1-5)?

2. Quando ora pelos discípulos, o que Jesus queria que fosse preservado (vv. 6-19)?

3. O Senhor Jesus ora para que os cristãos sejam um, como Ele e o Pai são um. Como demonstrar essa unidade?

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Arieuston Gomes de Araújo Netto, pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana de Manaus.

As Escrituras

Sobre este Plano

Eu Creio

Crer apesar das adversidades. No plano de leitura "Eu Creio", de apenas 8 dias, a IPMANAUS convida você a ser fortalecido em Deus através de reflexões baseadas nas orações de Jesus, Habacuque, Jeremias, e muitos outros que creram no Senhor e clamaram a Deus nos momentos de dificuldade. Crendo em Cristo aconteça o que acontecer.

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Gostaríamos de agradecer ao Igreja Presbiteriana de Manaus - IPMANAUS por fornecer este plano. Para mais informações, visite: instagram.com/ipmanaus