Eu CreioExemplo

Eu Creio - A Oração Sacerdotal
O momento descrito ocorre logo após a última Ceia. Os discípulos estão todos reunidos com Cristo, exceto Judas, e as palavras de Jesus assumem um tom de despedida. O Senhor abre o Seu coração e fala sobre o sofrimento que se aproxima. Que angústia deveria rasgar o peito do Salvador! Sua hora estava chegando, e Ele tinha plena consciência disso. E, como de costume, o Senhor se pôs a orar.
Phillip Melanchthon, ao analisar os versos de João 17, afirma: “Nenhuma voz já se ouviu na terra, ou no céu, com maior arrebatamento, nem mais santa, mais frutífera, mais sublime, do que a do próprio Filho de Deus nesta oração”.
É com essa mesma reverência que nos aproximamos desse texto. Que privilégio é poder ler e estudar uma oração feita pelo próprio Deus Filho. O que Ele pediu? Como pediu? Qual foi o resultado dessa oração? Creio que podemos extrair isso — e muito mais — do texto escolhido.
A maioria dos comentaristas bíblicos divide essa oração em três partes: a primeira vai do verso 1 ao 5, onde Jesus ora por Si mesmo; a segunda abrange os versículos 6 a 19, que mostra que o Senhor ora por seus discípulos; e a terceira que vai do verso 20 ao 26, na qual Jesus ora por Sua Igreja. Tomando por base essa divisão, permitamos que o texto fale ao nosso coração, ensinando-nos lições profundas e edificantes.
Em primeiro lugar, Jesus pede por Si ao Pai (vv. 1-5):“Glorifica ao Teu Filho”.
O que isso significa? Estaria Jesus pedindo glórias e honras ao Pai? Absolutamente, não. D. A. Carson, em seu comentário, diz: “O fato de Jesus orar para que o Pai glorifique o Filho é, portanto, também uma comovente expressão de sua própria disposição de obedecer ao Pai até a morte”. Jesus não está pedindo que o Pai o glorifique diante dos homens, mas sim junto a Deus. E com qual objetivo? “Para que o Filho te glorifique a Ti”. A obra do Filho glorifica ao Pai em todo o seu esplendor. O alvo de Jesus é a glória de Deus, e Ele quer que isso aconteça, não importa quanto sofrimento irá suportar. Louvado seja o Seu Nome.
Em segundo lugar, Jesus pede pelos Seus discípulos (vv. 6-19):“É por eles que eu rogo”. Com isso, Ele não está excluindo o mundo de suas orações. O que está acontecendo aqui é que a oração de Jesus neste momento é específica. O próprio Lutero comenta a respeito desse texto quando, em sua época, pessoas mal-intencionadas queriam ensinar aos outros que era errado orar pelo mundo: “Como podemos reconciliar isto com o ensino de Cristo em Mt 5.44, onde nos é ensinado a orar até pelos nossos inimigos?”. Jesus estava orando intensamente pelos seus discípulos e a palavra que Ele mais usa neste trecho é “guarda-os”. O termo grego é tereo, que significa literalmente “mantenha-os do jeito que estão agora”, ou seja, preserve-os. E o que Jesus queria que fosse preservado?
1) “Para que eles sejam um” (v. 11);
2) “Não para serem tirados do mundo, mas livres do mal” (v. 15); e
3) “Eu os envio ao mundo” (v. 18). Bendito seja o Senhor.
Em terceiro lugar, Jesus ora pela Sua Igreja (vv. 20-26): “Oro por aqueles que vierem a crer em Mim”. F. F. Bruce, em seu comentário, diz: “Em resultado do envio deles ao mundo com a mensagem da vida, outros crerão em Jesus através do testemunho deles”. A oração de Jesus nos alcança de forma gloriosa. Devemos aqui destacar claramente que a principal preocupação de Jesus é com relação à nossa Unidade. Apenas quando estivermos unidos o mundo crerá que Deus enviou Jesus Cristo como Salvador de nossas vidas. Existe uma ligação muito forte entre a Unidade da Igreja e o avanço do Reino de Deus. Mc 3.25 diz: “Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir”. Não há como crer em missões sem viver em unidade.
Concluímos aqui este pequeno editorial, com o coração extremamente grato ao Senhor, nosso Deus. Jesus continua orando por cada um de nós, com os mesmos objetivos e palavras da Sua oração revelada em João 17. Deus te abençoe. Amém.
“Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.34).
“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 Jo 2.1).
------------------------------------------
Questões para edificação:
1. Por que Jesus ora por Si mesmo (vv. 1-5)?
2. Quando ora pelos discípulos, o que Jesus queria que fosse preservado (vv. 6-19)?
3. O Senhor Jesus ora para que os cristãos sejam um, como Ele e o Pai são um. Como demonstrar essa unidade?
------------------------------------------
Arieuston Gomes de Araújo Netto, pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana de Manaus.
As Escrituras
Sobre este Plano

Crer apesar das adversidades. No plano de leitura "Eu Creio", de apenas 8 dias, a IPMANAUS convida você a ser fortalecido em Deus através de reflexões baseadas nas orações de Jesus, Habacuque, Jeremias, e muitos outros que creram no Senhor e clamaram a Deus nos momentos de dificuldade. Crendo em Cristo aconteça o que acontecer.
More
Gostaríamos de agradecer ao Igreja Presbiteriana de Manaus - IPMANAUS por fornecer este plano. Para mais informações, visite: instagram.com/ipmanaus