Um Amor Surpreendente

Dia 4 de 7 • Leitura do dia

Devocional



O amor do Pai


O público do Oriente Médio do primeiro século que ouvia Jesus contar a história do filho perdido vivia numa cultura de honra e vergonha. Eles estavam bem familiarizados com o cumprimento de padrões específicos para ganhar respeito e status na sociedade. Nessa história, as ações do filho se desviam das expectativas da sociedade, resultando em vergonha para ele e sua família.


Na antiga cultura judaica, eles estavam preparados para lidar com uma situação como essa. Numa prática chamada de cerimônia de Kezazah, uma pessoa repudiada era oficialmente banida do resto da comunidade. Essa era uma prática tão comum que a nossa palavra em português “ostracizado” é derivada do termo grego que a descreve. Se um membro da comunidade envergonhasse a si mesmo e tivesse a audácia de mostrar a cara novamente, a aldeia encontraria aquela pessoa na fronteira e quebraria um pote de barro no chão.


O pote quebrado era uma representação visual do indivíduo marginalizado – quebrado sem possibilidade de reparo e banido para sempre da comunidade.


É aqui que acontece a surpreendente reviravolta na história de Jesus. O filho está voltando para a aldeia, e os ouvintes sentados ao redor de Jesus esperavam ouvir como é executada a cerimônia de Kezazah. Isso, porém, não acontece. Em vez disso, o pai avista o filho pródigo no horizonte, pega a bainha de suas vestes e corre em direção ao filho.


É inédito um ancião respeitado da comunidade pegar as vestes e expor os tornozelos. Ele não corre até o limite da sua propriedade para cumprimentar alguém, especialmente um pária. De fato, ele não corre de maneira alguma – isso é humilhante para ele! No entanto, o pai na história de Jesus desafia todas as expectativas a fim de restaurar a reputação do filho. Ele se humilha voluntariamente para chegar ao filho primeiro e evitar que a aldeia o repudie e o expulse para sempre.


Reflexão: Durante o Seu ministério, Jesus exemplificou essa parábola ao tirar o repúdio de uma mulher apanhada em adultério. Assim como a mulher adúltera, será que você continua vivendo em sua vergonha ou está disposto a permitir que Jesus o livre disso e mude a sua vida para sempre?


Oração: Pai, obrigado pelo Teu surpreendente amor que tira a minha vergonha e me perdoa quando eu me desvio. Ajuda-me a lembrar que o Teu amor é diferente do amor que experimento no mundo. Teu amor não falha. Teu amor não PODE falhar, mesmo quando eu falho conTigo.