Um Amor Surpreendente

Dia 5 de 7 • Leitura do dia

Devocional






A demonstração do amor surpreendente


Que palavras você usaria para descrever as suas experiências religiosas anteriores? Vêm à mente as palavras amoroso, misericordioso ou autêntico? Ou você pensa nas palavras distante, desinteressado, zangado ou hipócrita? Nossas experiências passadas podem obscurecer a nossa visão atual de Deus. Os descritores que usamos sobre as pessoas que mais nos influenciaram costumam ser paralelos ao modo como rotulamos Deus.


Reconhecer isso é essencial, porque muitos de nós nos relacionamos consistentemente com Deus com base nos sucessos ou fracassos dos nossos influenciadores. Talvez você tenha crescido com líderes espirituais ou pais que lhe contaram uma história sobre a graça, mas, em vez disso, viveram uma vida baseada no desempenho, como se a graça fosse algum tipo de conto de fadas. Essa desilusão nos leva a nos afastarmos de Deus ou a passarmos a nossa vida inteira lutando para ganhar o Seu favor.


O evangelho inverte tudo quando percebemos que a graça é a realidade e a religião é o conto de fadas. Ganhar o favor de Deus é um conceito que só existe na nossa imaginação. O amor do Pai é muito mais do que isso. É melhor do que uma permuta ou um salário, e a sua estabilidade é independente de qualquer ação nossa. Simplificando, o amor dEle é tão bom que você não consegue compreendê-lo.


E o foco do Seu amor é você.


Você permeia o pensamento de Deus, e você não fez absolutamente nada para chegar aí.


A demonstração definitiva do surpreendente amor do nosso Pai, que não se envergonha,  se encontra em Jesus. Na traição, nos maus-tratos e na humilhação que Jesus suportou na cruz, vemos um eco do repúdio que o pai tomou sobre si na história do filho perdido. Assim como o pai levantou as vestes para correr em direção ao filho indigno para tirar-lhe a vergonha, Jesus foi pendurado, exposto publicamente por um mundo que não merecia, a fim de tirar a nossa culpa. Agora, a cruz, aquilo que antes era um símbolo de vergonha, representa para sempre o amor e compaixão infalíveis do Pai que perdoa.


Reflexão: Como as experiências anteriores contaminaram a sua visão do amor do Pai? Você é tentado a orar apenas quando se sente digno o suficiente ou você consegue ficar vulnerável na oração, reconhecendo a sua necessidade de perdão e força?


Oração: Jesus, a Tua disposição de obedecer ao Pai e levar a minha vergonha na cruz está além da compreensão. Obrigado por focar o Teu amor em mim e por me dar um primoroso exemplo de como amar os outros abnegadamente.