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DEVOCIONAL

DIA 1 DE 3

O LEGADO DA FÉ

De maneira bem simples, quero abordar algo que é automático no processo de discipulado no revelar da paternidade de Deus através de nossas vidas, ou seja, uma vida de liderança sadia e leve: a reprodução.

Observe que o Reino de Deus traz muitas verdades e princípios usando como exemplo a família. Somos, inclusive, parte da família de Deus (Efésios 2.19).

No ambiente familiar, reproduzimos os comportamentos aprendidos de nossos pais, como trejeitos, vícios, gostos etc. Costumamos dizer que os filhos aprendem muito mais vendo do que ouvindo. Isso é discipulado!

Na igreja, não é diferente. Temos um ambiente familiar propício para a propagação da nossa fé prática através do discipulado, proporcionando sua REPRODUÇÃO. Sim, eu disse “fé prática”. Aquela fé acompanhada de obras autênticas que a validam e tornam o cristão um amigo de Deus, como por exemplo, a fé de Abraão.

Observe:

“Ora, não foi Abraão, nosso pai na fé, justificado por obras, quando ofereceu seu próprio filho Isaque sobre o altar? Vês dessa forma que tanto a fé como as obras estavam agindo juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras. Cumpriu-se, assim, a Escritura que declara: ‘Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça’, e ele foi chamado amigo de Deus.” Tiago 2.21-23 ARA

A fé cristã não é, nem de longe, passiva. Somos passivos e pacientes, no entanto os ensinos a nós dirigidos são ORDENS (Mateus 28.19) que nos movem a obedecer de forma ativa e operante, a exemplo de Abraão, como lemos acima.

Já que estamos falando desse patriarca, vale dizer que ele é o melhor exemplo da efetividade do discipulado sadio que transfere essa fé prática ao aprendiz, que no caso dele era o próprio filho.

Ora, quando Abraão levou seu filho ao cume do monte para oferecê-lo em sacrifício ao Senhor, sabemos que ele não levava uma criança. Isaque tinha no mínimo 20 anos de idade, devido às circunstâncias. Os teólogos ocidentais de correntes sérias e fidedignas atribuem 19 a 21 anos para o rapaz. Tanto que o texto bíblico, quando se refere ao moço, usa a palavra em hebraico “na’ar”, que significa “menino”, “menino-moço” ou “rapaz”. Essa expressão é usada na maioria das vezes no Antigo Testamento para pessoas que estavam no fim da adolescência ou na fase jovial/adulta.

A teologia rabínica dá uma “piorada” nisso (risos) e diz, no livro dos Justos (Livro de Jasher ou Jasar), que Isaque tinha 39 anos. Em Gênesis 22, é dito que quem levou a lenha toda até lá em cima do monte foi Isaque, e não Abraão, conforme o texto abaixo:

“Então Abraão tomou a lenha do holocausto e a colocou sobre os ombros de seu filho Isaque, e ele mesmo levou as brasas para preparar o fogo, e o cutelo.” Gênesis 22.6 ARA

Quando chegam ao pé do monte, Abraão deixa os servos e o jumento ali e vai a sós com Isaque lá para cima. Quem leva o mais pesado? Isaque! Logo, ele não poderia ser um menino de 12 anos. Era um rapaz saudável e forte, fruto da fidelidade do Senhor e do amor de seus pais na criação.

Agora, mediante a essa realidade, faço uma pergunta perturbadora: COMO Abraão, um homem já velho, com 120 anos e de pouca força, conseguiu convencer o rapaz a ser amarrado como uma ovelha para o matadouro? Um dia, fiz essa pergunta em uma igreja enquanto pregava. Eram cerca de 1.000 pessoas no culto. Acrescentei: “E se você fosse Isaque? Você permitiria?”

A igreja ficou assustada, e muitos meneavam a cabeça com veemência, afirmando que jamais permitiriam que alguém os amarrasse.

Vou perguntar só mais uma vez: COMO Abraão, um homem já velho, com 120 anos e de pouca força, conseguiu convencer o rapaz a ser amarrado como uma ovelha para o matadouro? Não continue a ler. Faça uma pausa de um minuto e busque responder a essa pergunta.

Se você não conseguiu achar a resposta, vou ajudá-lo. Mas antes, vamos continuar brincando com coisa séria (risos).

Pegue uma caneta ou lápis e marque a opção correta para esta questão: Por que Isaque permitiu ser amarrado, sendo que ele tinha mais força que seu pai?

( A ) Porque ele acreditou que Deus proveria um cordeiro substitutivo, segundo Abraão afirmou (Jeová-Jire).

( B ) Porque ele acreditava que ia morrer e que, em seguida, iria ressuscitar.

Agora, vou revelar o gabarito. Nunca mais se esqueça desta grande lição de vida e discipulado.

Se você marcou a opção A, você errou. A opção correta é a letra B, e eu vou explicar biblicamente. Vamos reler um texto bíblico neotestamentário sobre Abraão e Isaque:

“Pela fé, Abraão, no tempo em que Deus o expôs à prova, ofereceu-lhe Isaque como sacrifício; aquele que havia recebido as promessas estava mesmo a ponto de sacrificar seu unigênito, ainda que Deus lhe tivesse prometido: ‘Por intermédio de Isaque, sua descendência será estabelecida’; porquanto, acreditou que Deus era suficientemente poderoso para ressuscitá-lo dentre os mortos e, simbolicamente, recebeu Isaque de volta dentre os mortos.” Hebreus 11.17-19 ARA

Por esse texto, eu concluo que, quando Abraão diz “Deus proverá”, ele não está crendo nisso, mas tentando fazer Isaque crer. No entanto, ele mal sabia que Isaque já tinha a mesma fé que ele. Isaque já reproduzia a fé de Abraão, uma fé prática e ativa, que obedece e dá frutos. Logo, se o pai acreditava que o filho ressuscitaria, o filho também acreditava na mesma coisa e mergulhou na obediência. Não houve luta, não houve resistência.

Guarde isto: só há resistência quando não há obediência.

Sei que há exceções, mas essa é uma verdade para mim. Se eu obedeço e vivo essa fé prática, meus filhos automaticamente a viverão. As ovelhas sob meus cuidados também a viverão. Como líder, meus liderados serão inspirados a viver a mesma fé, sem máscaras, sem persongens.

Agora, se eu não vivo essa fé — ela é apenas um discurso sem prática, e minha vida não expressa o que eu prego e ensino —, vivendo com máscaras ou tendo vários personagens na minha vida, então haverá muita resistência, choro e ranger de dentes (risos).

DECLARAÇÃO DE FÉ: Declaro pela fé em Jesus que minha vida será autêntica, sem máscaras nem personagens, como a vida de Abraão. Que minha vida sirva de inspiração para muitas pessoas e para meus filhos, em nome de Jesus, amém.

Extraído do livro de minha autoria, O DISCIPULADO E AS EMOÇÕES. Link do ebook

O Discipulado e as Emoções

As Escrituras