A Preexistência Eterna de CristoExemplo

Sem Princípio
Hoje, vamos aprofundar a ideia da eternidade de Cristo focando em Sua existência "sem princípio", como ilustrado em Hebreus 7:3, ao descrever Melquisedeque como um tipo de Cristo. Embora Melquisedeque fosse um homem, a forma como ele é apresentado nos dá uma poderosa imagem da eternidade de Jesus.
Hebreus 7:3 diz sobre Melquisedeque: "sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre." É crucial entender que o autor de Hebreus não está afirmando que Melquisedeque não teve pais ou que era literalmente eterno. Em vez disso, a genealogia e a temporalidade de Melquisedeque não são registradas na Escritura, o que o torna uma figura perfeita para tipificar a singularidade e a eternidade de Jesus. A ausência de registro de seu nascimento ou morte no texto bíblico serve para apontar para Aquele que verdadeiramente não tem princípio de dias nem fim de vida: Jesus Cristo.
Essa descrição de Melquisedeque como um "tipo" (representação, figura) de Cristo serve para ilustrar a natureza eterna e singular do sacerdócio de Jesus. Diferentemente dos sacerdotes levíticos que morriam e precisavam ser substituídos, o sacerdócio de Jesus é eterno porque Ele mesmo é eterno. Ele não tem predecessores ou sucessores, pois Seu sacerdócio é um ofício inerente à Sua própria existência divina e perpétua.
A ideia de Jesus "sem princípio" choca-se diretamente com a lógica humana que exige um começo para tudo. Mas a divindade de Jesus implica Sua existência eterna e não criada. Ele não foi "feito" ou "criado" em um ponto no tempo; Ele sempre existiu. Ele é o Criador, não uma criatura. Essa verdade é fundamental para a Sua divindade e para a Sua capacidade de ser o Salvador perfeito. Se Jesus tivesse um princípio, Ele seria limitado, sujeito ao tempo e à criação, e não poderia ser o Deus que se oferece para redimir a humanidade.
A eternidade de Cristo garante a eficácia e a permanência de Sua obra de salvação. Seu sacrifício na cruz tem poder eterno precisamente porque Ele, o Ofertante, é eterno. Seu sacerdócio, que intercede por nós diante do Pai, é ininterrupto porque Sua vida é interminável. Nossa esperança está firmada em um Salvador que não tem princípio nem fim, e cuja obra salvífica é perfeitamente suficiente para nos redimir eternamente.
"Seu Salvador não teve começo; sua salvação é para sempre."
As Escrituras
Sobre este Plano

A doutrina da preexistência de Cristo é um dos pilares fundamentais da fé cristã, revelando a natureza divina e eterna de Jesus muito antes de Sua encarnação como homem. Compreender que Jesus não começou a existir em Belém, mas que Ele é eternamente o mesmo, sem princípio e ativo desde antes da fundação do mundo, aprofunda nossa adoração e fortalece nossa confiança Nele como Deus. Ao longo deste plano de leitura de cinco dias, exploraremos textos Bíblicos chave que desvendam essa verdade gloriosa, revelando a majestade e a imutabilidade do nosso Salvador.
More
Gostaríamos de agradecer ao Rodrigo Guerra por fornecer este plano. Para mais informações, visite: rodrigoguerrateologo.com.br